sábado, 30 de maio de 2015

[TACROOM] AONDE VOCÊ QUER CHEGAR (PARTE 3)



Hop!

Quando (em 2014) tive o prazer de conhecer esses caras (Humberto e Fernando), percebi - de imediato - a vontade que eles tinham (e ainda tem) de tornar o Airsoft um meio, uma forma, um caminho para o auto conhecimento. De início pode parecer meio "viagem", algo desconexo com a "realidade", mas o tempo provou que além de estarem certos, existiam outros "loucos" que partilhavam do mesmo sentimento.

A prova concreta está ai: UM ANO DE SPECIAL COMBAT. Um ano de sangue, suor e lágrimas; sejam estas derramados pelos instrutores (que se esforçam muito, sempre, para levarem o melhor conteúdo para suas explanações e cursos), sejam por parte dos instruendos, que RALAM DE VERDADE para, no fim de tudo, baterem no peito e dizer: "Nós conseguimos".


Um ano!


Para alguns o esporte (seja ele qual for) é apenas uma forma de liberar o stress do dia-a- dia, mas para outros, é uma forma de ir além. 

Mais alguns metros de uma caminhada que parecia interminável!
Mais alguns minutos acordado, de uma noite que parece não ter fim!
Mais vibração, quando não há mais força!
Mais espírito de corpo, quando nada mais parece fazer sentido!

Se pra você essas sentenças não fazem sentido, gostaria de convidar-lhe para ler as duas partes anteriores a essa; certamente irá compreender o que falaremos a seguir.

AONDE VOCÊ QUER CHEGAR - Parte 01
http://www.tacticalroom.blogspot.com.br/2014/11/tacroom-aonde-voce-quer-chegar-parte-1.html

AONDE VOCÊ QUER CHEGAR - Parte 02
http://www.tacticalroom.blogspot.com.br/2014/11/tacroom-aonde-voce-quer-chegar-parte-2.html

Sem mais delongas, deixo vocês com as palavras do Humberto, e com os depoimentos dos que se formaram na segunda edição do curso de formação dos "Gorros Negros*", um dos cursos oferecidos pela SPECIAL COMBAT.

Mas antes, uma observação:

OBSERVAÇÃO - AVISO AOS NAVEGANTES: 
Tais cursos são única e exclusivamente direcionados à PRÁTICA DA ATIVIDADE AIRSOFT! Ao fazê-los você estará apto a aplicar seus conhecimentos direcionados a atividade supracitada! Se você NÃO CONSEGUE ENTENDER isso, faça-nos um favor: NÃO APAREÇA!


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"Quando falamos de Airsoft, falamos de simulação militar, de missões, lembramos de operações e demais assuntos relacionados. Dentre estas opções, existe o que podemos chamar de 2 espécies, ou modelo de operadores (jogadores), que são:

  • Os operadores de um dia do final de semana, que joga com os amigos e toma uma cerveja, o que é bacana, mas não objetiva nada além disso.
  • Os praticantes que desejam ser diferentes, ir além, buscar mais conhecimento, superar desafios, ir mais perto da realidade, experimentando seu desconforto, conhecendo seus limites, afim de melhorar no esporte e perceber resultados que são incorporados automátiamente para sua vida pessoal,  em todas as áreas. 

Instrução 


A grosso modo, seria esta a diferença é entre um jogador de pingue-pongue e o que treina tênis de mesa pras Olimpíadas, ou seja, o segundo se "profissionaliza" em seu esporte.

Esses, portanto, são equivalentes aos "Gorros Negros" do Airsoft, pessoas que escolheram o diferente, mesmo tendo que passar por situações que trazem desconforto, pressão física, psicológica e pensamentos intensos de desistência. O Estágio tem por objetivo formar homens e mulheres preparados para operações (jogos) de 3 ou mais dias, notadamente nas áreas de Selva, Urbano, e Aquática. 

Para isso, os estagiários passam por um teste físico primário (TAF), além de oficinas de vários assuntos e áreas. Soma-se a isso o cansaço; seja pelo peso do material,  do frio, chuva, e demais intempéries (além do psicológico), onde o instruendo está sempre sendo levado ao desconforto, fazendo o operador (jogador) tendo que trabalhar, planejar, pensar e operar com o "lado negativo" do momento.

O treinamento é eliminatório, podendo o aluno se desligar (ou ser desligado) por não obter o mínimo estabelecido, lembrando que este treinamento foi TOTALMENTE ADAPTADO PARA O AIRSOFT, ou seja, com total segurança e equipe médica a disposição, dentro do que se pode fazer com um público, na sua maioria, civil.


TAF


No primeiro estágio, dos 14 inscritos, 1 ficou na estrada. No segundo estágio, dos 13 inscritos, 4 ficaram no caminho.

Como no primeiro estágio, o que mais nos alegra é notar pessoas mudando sua alimentação, seu modo de vida, emagrecendo até 15 quilos pra fazer o curso; e os gorros negros continuando seus treinamentos diários pra estar um aço, sempre!

Segue alguns depoimentos de alguns alunos deste segundo estágio:

"II E.A.C Airsoft pode ser resumido em superação.
O play foi dado as oito horas da manha do dia 18/04 e o pause no dia 19/04. Pause porque pessoas como nós nunca damos stop. Estamos em constante aprendizado, sempre em busca de melhorar, seja as técnicas ou melhorar como pessoa. No mundo Airsoft hoje é difícil de ter mulheres que deixam suas vidas de princesas e se dedicam a um esporte com características masculinas. Eu juntamente com a parceira Helena, resolvi fazer isso. Larguei meu conforto, e fui buscar um novo aprendizado, nem que isso me gerasse dores, ou desconfortos, eu fui, e com ajuda e incentivos de todos, consegui completar o circuito e me formar a primeira Comando. Sensação de dever cumprido, e uma grande confiança me dominou. Descobri na pele que o maior inimigo que existe no mundo é nossa mente. Seu corpo faz aquilo que sua mente quer. Se você desiste, é porque você deixou sua mente desistir. Prova disso foi o primeiro desmaio da minha vida. Meu corpo precisou de um resert, mas não deixei minha mente fazer o mesmo. Cai, e me levantei para acabar as instruções.
Para aqueles que buscam ser melhores no que fazem, aqui esta a dica: Special Combat.
Grande Abraço!"
Comando 22




Marcha


"O curso para mim começou em dezembro do ano passado, quando adotei uma postura de treino físico mais rígida, treinando a carcaça pro Comandos, nos dedicamos muito pra isso, perdemos peso, ganhamos qualidade de vida. o Jungle ja havia se mostrado dificil mas sabíamos que pro comandos precisaríamos estar bem mais preparados. Fizemos uma viagem de 10h, e eu digo, valeu cada minuto, cada km, cada cartela de Dorflex por causa dos treinos. Valeu estar mais uma vez ao lado de grandes pessoas, de grandes guerreiros, e de grandes amigos. Só tenho a agradecer, os instrutores e amigos que proporcionaram esse glorioso fim de semana. Parabéns aos organizadores, à Special Combat , que como eu gosto de ressaltar, proporciona uma experiência única sempre. Parabéns aos instrutores, que dedicaram seu tempo e puderam nos proporcionar tamanha riqueza de experiências. Agradeço a todos os caveiras que estavam la para auxiliar e à equipe medica sempre pronta, dando todo o apoio necessário. Aos meus queridos colegas de sofrimento, parabéns, passamos por momentos complicados, mas eu olhava cada um e sabia que não deixaríamos o próximo desistir, juntos até o fim, obrigado senhores, me orgulho muito de ter estado ao lado de todos vocês. E para aqueles que não puderam concluir, por qualquer que seja o motivo, espero que busquem suas ''almas'' nos próximos cursos, porque mesmo sabendo das dificuldades vocês aceitaram o desafio, e tentaram. Orgulhem-se disso, vocês buscaram ser diferentes! Enfim, mais uma vez obrigado por tudo, só tenho a agradecer, foi uma experiencia intensa, marcante e emocionante. E que venha outros cursos!!
Obrigado senhores, um forte abraço!"
Comando 23 

"Definir o Estágio de Ações de Comandos é uma tarefa difícil. Muitos aspectos estão envolvidos, intensidade, resistência, superação de obstáculos (sejam eles físicos ou psicológicos), apreensão de novos conceitos e o crucial momento em que sua mente desiste de lutar e finalmente você se entrega à morte... O "operador" que se qualifica como Comando fez isso: Se entregou à morte dos seus antigos conceitos, medos e limitações para sair renovado e fortalecido no "outro lado" de sua jornada. Pensando por este prisma, e que foi a tônica da minha participação, o Estágio de Ações de Comandos só pode ser definido com uma palavra: Desafiador. Claro que se não fosse pela esmerada equipe de instrução e a sua evidente expertise nos diversos aspectos da instrução, nossa racionalidade não seria tão profundamente convencida a ponto de fazer tal entrega. Ter a oportunidade de aprender com verdadeiros operadores (e estes da vida real e sem aspas), é um privilégio. O aprendizado deste final de semana, é para a vida toda. Cheguei ao curso como mais um aluno, mas, saí de lá uma pessoa melhor e não apenas um "jogador" mais preparado. Aos instrutores, equipe auxiliar de instrução e companheiros de curso meus sinceros agradecimentos." 
Comando 21




Instrução



Hoje, somos em 22 Gorros Negros no Brasil, e uma única mulher, a Comando 22, que mesmo com a costela trincada, foi até o final com muita garra, determinação e vibração. 

Que venham mais Gorros negros, em Outubro, dia 17, teremos o III Estágio-Grupamento Charlie, e tenho certeza que sairão mais bravos e bravas do esporte afim de chegarmos em um nível melhor de excelência no que fizemos.

Forte abraço a todos! 
QUE VENHA A ESCURIDÃO!

Equipe de Instrutores:
Sub. Ten. Márcio Pinheiro- (COMANDOS-FE)
Cap. Lima- BOPE-PR
Caveira 20- BOPE-SC-Gp.COBRA
Humberto Costa- (Ex-PELOPES)
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E ai, que tal dar um passo à frente e testar seus limites?

Pra conhecer mais:
  • E-mail: specialcombat@outlook.com
  • Site: www.specialcombat.com.br
  • FAcebook: https://www.facebook.com/specialcombat1
  • Contato- 47-99898748- Humberto

*Pré-Requisitos para este estágio:
Estar apto fisicamente, acima de 18 anos e ter os cursos Jungle Operations e Jungle Expert (ambos oferecidos pela Special Combat)

Força & Honra!

Aranha

Obs.: O TACROOM não é responsável pelo evento, apenas julga importante divulgar boas iniciativas (treinos, eventos, dentre outros) objetivando a prática salutar do Airsoft e Paintball.

sábado, 16 de maio de 2015

[TACROOM] COMBAT MINDSET / MENTALIDADE DE COMBATE



Hop!

E lá vamos nós para mais um post direcionado à nossa atividade / hobby / esporte / filosofia de vida! Desta vez, trago um assunto que julgo importante, principalmente após perceber durante esses anos, que nem sempre o praticante (principalmente o recém chegado) compreende a importância de se entrar no jogo com a mentalidade de combate em "modo on".

A MENTALIDADE DE COMBATE QUE TRATAREMOS AQUI É RELACIONADA ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE À PRÁTICA DO AIRSOFT / PAINTBALL.


Definindo Mentalidade de Combate:

Segundo o site "policeone.com", temos como definição de mentalidade de combate o seguinte: "A capacidade de agir de forma eficaz e ética sob a adversidade."

E complementa: Ser eficaz sob estresse requer a capacidade de superar os impulsos emocionais e autônomos que podem nos impedir de termos bom desempenho em combate - ou nos matar . Nossa perspectiva é que a ética esclarecida tornará mais eficaz - e mais seguro - numa situação de combate ." 

Prezados, é claro que essa é uma definição direcionada à atividade real, todavia, podemos (ou melhor, devemos) "desescaloná-la" e trazê-la para nossa realidade! Percebam que a definição supracitada faz muito sentido! Tudo dependerá da forma que formos aplicá-la nos jogos! 

Mentalidade de Combate e o Código de Cores de Cooper:

John Dean " Jeff" Cooper  foi um fuzileiro da marinha americana e trouxe à tona, dentre outras coisas, o "Código de Cores de Cooper". Tal código preconiza que a primeira ferramenta a ser utilizada no combate não é seu corpo, tampouco sua arma, mas sim sua Mentalidade de Combate.

O código de cores , tal como foi introduzido originalmente por Cooper, não tinha nada a ver com situações táticas ou níveis de alerta , mas sim com o próprio estado de espírito do operador. Como ensinado por Cooper, tal código se relaciona com o grau de perigo em que você está disposto a agir, e que lhe permite passar de um nível de mentalidade para outro, para que você possa lidar corretamente uma determinada situação. Cooper não afirmam o ter inventado, mas ele foi, aparentemente, o primeiro a usá-lo como uma indicação de estado mental. 



Escala de Cores de Jeff Cooper


Branca: Desatento e despreparado
Se atacado na Condição Branca, a única coisa que pode salvá-lo é a inadequação ou incompetência de seu atacante. Quando confrontado por algo desagradável, sua reação será, provavelmente, "Oh meu Deus! Isso não pode estar acontecendo comigo."

Um grande amigo comentou certa feita, que esse é o péssimo "Buraco Negro", onde a partir do momento em que você é sugado por ele, não há mais possibilidade de volta, de reação. É o pior dos mundos!

Amarela: Relaxado, mas alerta. 
Nenhuma situação ameaça específica. Sua mentalidade é que "hoje pode ser o dia em que eu possa ter de me defender". Você está simplesmente consciente de que o mundo é um lugar potencialmente hostil e que você está preparado para se defender, se necessário. Você usa seus olhos e ouvidos, e perceber que "eu posso ter que atirar hoje". Você não tem que estar "engajado / posição 4" neste estado, mas se você estar com o armamento em mãos (posição 2). Você deve estar sempre em amarelo quando você está em ambientes desconhecidos ou entre as pessoas que você não conhece. Você pode permanecer no amarelo por longos períodos. Em amarelo, você está "absorvendo informações do ambiente" de uma forma descontraída, mas alerta, como uma varredura do radar de 360 ​​graus contínuo. 

Laranja: Alerta específico. 
Algo não está certo e tem sua atenção. Seu radar pegou um alerta específico. Você muda seu foco principal para determinar se existe uma ameaça. Sua mentalidade muda para "eu posso ter que atirar hoje", com foco no alvo específico que causou a escalada em estado de alerta. Na Condição laranja, você define uma ação, uma espécie de gatilho mental: "Se essa pessoa fizer X ", vou precisar para detê-lo". Sua arma deverá estar na posição 3. Ficar em laranja demanda um esforço mental, mas você pode permanecer nele por tanto tempo quanto precisar. Se a ameaça cessar, você muda de volta para Condição amarela.


Vermelha: Luta! 
Seu gatilho mental, (estabelecido na condições Laranja) foi acionado. O combate não é mais iminente, está ocorrendo!.

Exemplos das condições supracitadas:

Condição Branca: Todos relaxados, muitos até mesmo sem seus equipamentos. O local é seguro e tem-se a total compreensão de que nada acontecerá.


Condição Amarela: Existe um estado de alerta (como numa patrulha em ambiente conhecido), mas que não demanda extrema atenção em específico para determinado local ou pessoa. Armamento posição 2.


Condição Laranja: Identifica-se a possível ameaça (note o foco do soldado da imagem acima), e já prepara-se para possível combate iminente. Armamento posição 3.


Condição Vermelha: Combate, inimigo engajado! Posição 4.


Contextualizando:

No início, os jogos e "eventos" de airsoft eram simples, com enredos rasos, onde basicamente tínhamos "time A contra time B". Muitas vezes, essas "operações" eram realizadas em campos de Paintball, onde via de regra, não conseguiam reproduzir o ambiente necessário para a prática do airsoft.

Com o passar do tempo, com o natural crescimento e amadurecimento, os eventos ficaram cada vez mais complexos; realizados em bases militares, com comandos e sub comandos específicos, múltiplos objetivos, diversas forças no teatro de operações, inteligência, contra inteligência, black ops, traições, reviravoltas, dentre muitas outras características. Frente as mudanças, o praticante que não compreender que ao adentrar a partida, sua mentalidade de combate precisa estar ligada no "clima", fatalmente o tornará o "TELA AZUL" da rodada.

Lembre-se que a probabilidade do "TELA AZUL" ser novato, é muito grande, entretanto veteranos também tem seu momento de "COLAR AS PLACAS" e bizonhar.

Desenvolvendo uma Mentalidade de Combate:

Não é difícil treinar e ir em busca do desenvolvimento de uma mentalidade de combate (voltada à nossa prática), pois a disponibilidade de material é ENORME!


  • Livros (veja aqui mesmo as nossas dicas!)
  • Filmes
  • Games
  • Apostilas
  • Vídeos na Web
  • Fóruns
  • Reunião com amigos e praticantes


Os recursos para que você mergulhe e abra sua mente, são teoricamente, infinitos! Geralmente quem GOSTA do que fazemos, vira e mexe comenta sobre algum caso, sobre uma cena em específico de um bom filme, de um trecho de um livro que gostou, ou até mesmo de operações virtuais através de um bom jogo.

Não importa! As experiências que orbitam nossa atividade, trarão elementos que auxiliarão a tomada de decisões durante as partidas!

Cito um exemplo que ocorreu comigo: Em determinado jogo, existia a necessidade de interrogatório de "civis" que transitavam por todo o local, sendo que alguns deles - inclusive - poderiam entrar na nossa base, desde que antes revistados.

Definimos quais jogadores seriam os responsáveis pela revista, deixando os demais focados em outros objetivos. Por duas vezes (notem bem, DUAS vezes!) os responsáveis pela revista "paparam mosca", permitindo que o civil entrasse com uma "IED" (celular) consigo. 

Por sorte percebi a "movimentação estranha" durante o interrogatório (movimento com as mãos no bolso e/ou cintura, buscando algum algo) e tão logo notei o objeto em mãos (telefone) alvejei o "civil". Meu cérebro associou o que estava ocorrendo a uma cena do filme: "A HORA MAIS ESCURA", onde uma das protagonistas, ao esperar um pessoa, é desintegrada por uma explosão dentro da base simplesmente por "confiar demais" com quem iria encontrar-se.



Cena do filme: "A Hora Mais Escura"

Apesar dos casos não serem idênticos (mas sim, parecidos) essa foi a associação que meu cérebro fez, e que - no fim - me serviu de alerta para decidir alvejar o "inimigo explosivo". Isso ocorreu em frações de segundos! Sabe-se lá quantas sinapses e qual a velocidade para que tudo isso possa ocorrer, mas o fato é que foi dessa forma que "nos safamos".

Como não estamos todos os dias vestidos de "cosplay de soldadinho", uma forma indireta de treinamento é absorver conteúdos relevantes, que linkem a nossa atividade. São experiências (backgrounds) inseridos no nosso cérebro, que auxiliarão na hora da montagem do quebra cabeças - dinâmico - que ocorre durante os jogos. São decisões que devem ser tomadas em frações de segundos!

Um exemplo bacana (barato e rápido) que qualquer um pode fazer em casa, é analisar alguma cena de um bom filme de guerra / policial.

Abaixo, elenco a cena clássica do roubo à banco do filme Fogo Contra Fogo, simplesmente sensacional! Nela, podemos perceber diversas "manobras" que poderão - a posteriori - ser discutidas com amigos em fóruns ou redes sociais.

- Fogo e Movimento
- Comunicação
- Recarga 
- Utilização do Abrigo
- Deslocamento entre pontos distintos
- Dentre outros



Fogo Contra Fogo


Seria impossível esgotarmos o tema em apenas um único post, mas espero que tenham gostado e que tenha sido útil. Pratiquem a "Mentalidade de Combate", tenho certeza que ajudará muito no desenrolar dos jogos!

Tela azul? Nunca mais! rsrsrs


Força & Honra!


Sites Consultados:
http://www.policeone.com/health-fitness/articles/3465594-The-Ethical-Warrior-Developing-a-cops-combat-mindset/

http://en.wikipedia.org/wiki/Jeff_Cooper

quarta-feira, 29 de abril de 2015

[TACROOM] NON STANDARD RESPONSE / RESPOSTA NÃO CONVENCIONAL


Hop!

Moçada, chegou a hora de tratarmos de mais um tema um tanto quanto...delicado. Nosso objetivo, neste post, é o de dialogarmos sobre a forma como o jogador deverá selecionar o "modo de disparo" durante os jogos e, além disso, qual técnica optar e seus porquês. Vamos lá!



MODOS DE DISPARO DISPONÍVEIS NAS ARMAS DE AIRSOFT:

Temos, basicamente, nos equipamentos para a prática do AS, duas opções a serem escolhidas, que são:

*Modo Full Auto ou Automático:  Neste modo, tão logo o jogador pressione a tecla do gatilho (e deixe-a pressionada!), a arma irá disparar - ininterruptamente- toda a munição presente no carregador acoplado à mesma, cessando apenas no momento em que o jogador retire seu dedo da tecla do gatilho ou encerramento da carga da bateria.


Atenção: Note que nesta opção, caso as munições presentes no carregador acabem e o jogador mantenha a tecla pressionada, o motor e gearbox do equipamento continuarão trabalhando, podendo  sofrer  algum dano. Além disso, como buscamos a simulação da realidade, não é de bom tom continuar "disparando em seco" (blefando) desejando apenas fazer barulho para ludibriar o adversário. Tão logo esteja certo que sua munição tenha terminado, realize a recarga (troca de carregador) mais adequada para o momento.

*Modo Semi Auto ou Semi Automático: Neste modo, tão logo o jogador pressione a tecla do gatilho (ainda que a deixe pressionada!), a arma realizará apenas um disparo. Ou seja, a proporção será de 1:1; uma pressionada, um disparo. Digamos que o jogador tenha 40 BB´s no carregador, será necessário pressionar a tecla do gatilho 40x para que possa disparar todas elas.

Atenção: Esta opção, ao nosso ver, é a melhor escolha para nossa prática, pois além de preservar o equipamento (reduzindo a necessidade de giros do motor/ engrenagens e batidas do pistão), torna o jogo muito mais tático (cadenciado) e seguro! Percebo que esta opção está cada vez mais difundida nos grupos sérios de praticantes brasileiros.Caso o jogador queria "automatizar" sua prática, que utilize uma arma de suporte (M249, M60, RPK, PKM, MG3, dentre outras)

Abaixo, algumas imagens de seletores das armas utilizadas para prática da nossa atividade desportiva.



Família M4 (e suas variantes)

Família MP5 (e suas variantes)

Família AK (e suas variantes)

Família SIG 550 / 551 e 552 (e suas variantes)



TÉCNICAS DE DISPARO A SEREM UTILIZADAS NO AS
(e o porquê de preconizarmos a "Resposta Não Convencional") 

Sabemos que no mundo real existem diversas técnicas disponíveis, mas que - por diversos motivos - não podem simplesmente serem transferidas (sem contextos e adaptações) para o mundo do Airsoft. Por isso, todos os comentários e considerações abaixo serão referentes às técnicas e sua aplicabilidade efetiva no nosso universo, o da arma de bolinha. :-D

-DOUBLE TAP: No mundo real, temos uma subdivisão desta técnica (Controlled Pairs e Hammer = Pares Controlados e Martelo) que não levaremos em conta, pois não se enquadram na nossa atividade. Consideraremos o D.T. de modo geral, como é mais conhecido "popularmente".

Esta técnica consiste em o jogador pressionar duas vezes (da forma mais rápida possível, mantendo o controle do equipamento) a tecla do gatilho, realizando dois disparos tão rápidos que acertam o alvo praticamente no mesmo local.



Matt Graham

Deixando de lado sua aplicação no mundo real (somos um blog de AS), acredito que sua utilização na nossa atividade seja bem interessante, todavia, quando se treina somente o DT, condiciona-se o jogador a realização de APENAS dois disparos, e como sabemos que nem sempre quem recebe dois disparos se auto-proclama "morto / ferido", tal técnica poderá gerar efeito rebote, que é o revide do adversário sem que o mesmo tenha indicado o acerto sobre sí.

No AS, ao contrário do PB, não existe a tinta demarcadora, motivo pelo qual a confiança e honra são fundamentais, mas nem sempre o jogador que não indica os disparos recebidos age de ma fé. Ele pode, simplesmente, ter achado que alguns galhos bateram em seu colete e pronto (ainda que este fato seja discutível). Por isso, utilizando e, sobretudo, condicionando APENAS a execução dessa técnica, temos o clássico caso do "feitiço contra o feiticeiro", algo do tipo: "Por ter acreditado que os dois disparos acertaram o oponente, fiquei inerte e recebi uma enxurrada de tiros do mesmo, pois, no fundo, não acertei".

Em resumo: Pode até incluir a técnica na sua agenda de treinamento, entretanto, esteja atento e cuide-se para não acreditar que ela sempre será a melhor escolha para todas as ocasiões.


-MOZAMBIQUE DRILL: Reza a lenda que Mike Rousseau, um "mercenário" atuando na Guerra da Independência (em Moçambique), precisou neutralizar - utilizando sua pistola - uma ameaça iminente que vinha em sua direção, disparando um fuzil. 


Mike Rousseau

Para neutralizá-la, realizou dois disparos no peito do agressor (double tap), com o "plus" de mais um disparo na cabeça. Tal necessidade, provavelmente, se deu devido a ineficácia do double tap naquela ocasião (ameaça consumiu drogas estimulantes, os disparos no garrafão não acertaram grandes vasos e/ou artérias, o calibre utilizado pelo Russeau era anêmico, utilização de veste balística por parte do agressor, dentre outros fatores possíveis).

Para o AS, acho esta técnica desnecessária, principalmente se levarmos em conta a questão da segurança, afinal, um tiro na região da cabeça pode acertar a testa, bochecha, orelha, queixo, nariz, lábios, sendo - por si só - totalmente contra producente para a prática e filosofia que abarcam o esporte. Óbvio que para mitigar os efeitos colaterais, a utilização de um EPI mais robusto é sempre recomendada, mas - se existe a possibilidade de evitarmos ou contornarmos possíveis problemas - que o façamos de forma inteligente.

Ademais, a própria execução (notadamente, relacionado ao terceiro disparo) é complicada; se com armamento real tal técnica deve ser difícil de se aplicar, quiçá se levarmos em conta a imprecisão dos equipamentos que disparam bolinhas de PVC.

Em resumo: No meu entendimento, descartaria a utilização desta técnica para a prática do AS. Talvez, para treinamento (por satisfação pessoal, conhecimento, curiosidade) seja válida e divertida, mas não para jogos.


Bob Vogel demonstrando a técnica.


-NON STANDARD RESPONSE: Em seu artigo, intitulado: "A RESPOSTA NÃO CONVENCIONAL", "Tira Marcelo Quicksilver" (membro da segurança pública e praticante da nossa atividade) afirma, em determinado trecho, que:

"A “Resposta não convencional” consiste na realização de múltiplos disparos contra uma ameaça letal, visando sua incapacitação imediata ou o mais próximo disto. A quantidade de disparos é definida pela resposta ou reação apresentada pelo alvo, devendo os fogos serem cessados somente após o agressor não constituir mais uma ameaça letal."

Você, caro leitor, consegue perceber quão relevante é esta técnica para a prática do AS? Podemos dizer  - ainda que a grosso modo - que a quantidade de disparos será diretamente proporcional a capacidade de reação (em acusar-se) do adversário! Nem mais, nem menos! 

O jogador adversário continuará a receber disparos até o momento em que grite: "MORTO" ou "MÉDICO!", e isso pode se dar com 1, 2, 3 ou 20 disparos! Será ELE quem irá sinalizar quantos disparos são necessários para que ele fique se acuse. É o famoso caso: "Recebeu o que mereceu".





Perceba que se tivéssemos optado pelo modo rajada (full auto - automático) haveria um delay natural entre ouvir a informação ("MORTOOOO"!) e a retirada do dedo da tecla do gatilho (ainda mais se o praticante não treinar a contento). Enquanto ele "processa mentalmente" o sinal "mooorto", uma saraivada de tiros ainda é direcionada ao jogador que já sinalizou o acerto do oponente.

                   

Em contra partida, optando apenas pelo modo "semi - double tap", o jogador engessará sua ação, condicionando-a APENAS a dois dois disparos, acreditando fielmente que serão suficientes para que a ameaça (oponente / adversário) se acuse, o que nem sempre é uma verdade devido a diversos fatores (adrenalina, movimentação entre matas, loadout carregado de acessórios, dentre outros aspectos).


Optando pela RESPOSTA NÃO CONVENCIONAL, temos a certeza do acerto / neutralização do adversário, evitando discussões desnecessárias (dúvidas sobre acertos ou não) e gerando segurança à prática!


Neste drill, o atirador realizou dois disparos na região torácica, seguido de mais quatro na região da cintura pélvica, objetivando parar e/ou reduzir  a mobilidade da ameaça.


Em resumo: Acreditamos que o MODO de disparo (semi) em conjunto com a TÉCNICA (NSR) sejam a dobradinha ideal para aplicarmos nos jogos e eventos em que há busca pela simulação, sem deixar a diversão e segurança de lado.


Fontes consultadas:
Artigo: "A RESPOSTA NÃO CONVENCIONAL", "Quicksilver, Tira Marcelo".
Site: http://www.firearmstalk.com/Mozambique-Drill.html


TACTICAL TIP!

A Tactical Tip deste mês não poderia ser outra, senão o livro: MENTIRAM PARA MIM SOBRE O DESARMAMENTO, do Prof. Bene Barbosa e do Flavio Quintela. Um material de fundamental importância para o combate das falácias acerca do acesso à armas de fogo pelo cidadão de bem do nosso país. 



Obra mais do que recomendada!

Caso não tenha em sua cidade, através do buscapé (link abaixo) você poderá optar e adquirir o seu em uma das lojas online.

http://www.buscape.com.br/proc_unico?id=3482&kw=mentiram+mim+sobre+desarmamento


Força & Honra!

Aranha

quarta-feira, 1 de abril de 2015

[TACROOM] NOVOS CAMINHOS!



Hop!

Moçada, bom dia!

Hoje não falaremos de táticas, técnicas ou algo relacionado à nossa atividade. Hoje falaremos sobre nós , falaremos sobre esta página, sobre o que acreditamos e de como será daqui pra frente.

Faz oito meses que esta página foi criada, de forma muito simples, sem rebuscamento visual, sem nenhum "feature" bacana, nem imagens impactantes. Aliás, todas as imagens são via "Google", utilizando o "incrível" Pixel Express para dar um "tapa" e deixar com uma cara mais...mais...profissional (gargalhadas!)

Desde sua criação, nossa intenção foi fomentar discussões acerca do Airsoft & Paintball, e atividades correlatas. Nascemos com esse objetivo, pensar e fazer pensar!

Todavia, jamais tivemos a intensão de sermos "A REFERÊNCIA", mas, em contra partida, acreditamos que para discutirmos algo mais profundamente, precisamos passar da arrebentação; precisamos mergulhar à fundo, através do espelho d´água, espelho esse que separa o superficial (das palhaçadas mil que vemos por ai no nosso esporte) do que realmente faz a diferença.

Alguns, tenho certeza, torceram (e torcem!) o nariz; já outros, além de gostar, ainda nos incentivam com elogios, críticas e sugestões, e ai vale o destaque:

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Moçada, em um trabalho eminentemente ARTESANAL como este, TODO FEEDBACK CONSCIENTE E EMBASADO É EXTREMAMENTE IMPORTANTE! 
Este "espaço" é construído em conjunto com vocês! 

PRECISA SER ASSIM!
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Para corroborar tal ideia, pensamos em uma logo que trouxesse os valores que acreditamos, que guiam nossas ações. Por isso, em parceria com a REDS DESIGN (http://www.redsdesigned.com.br/ - obrigado Cristiano!) criamos a nossa nova identidade visual. 





Basicamente nos apoiamos sobre 3 pilares / valores, que são:


DINAMISMO - INTEGRIDADE - MENTALIDADE 

  • DINAMISMOs.m. Particularidade, característica, estado ou condição do que ou de quem é ou demonstra energia e movimento; energia e/ou vitalidade.
    Está representado em nossa logo, pelas engrenagens interconectadas.


  • INTEGRIDADE: s.f. Característica da pessoa que é íntegra; qualidade de quem é honesto; que é incorruptível. Cujos comportamentos ou ações demonstram retidão; honestidade.
    Está representada em nossa logo pelo elmo Espartano.


  • MENTALIDADEs.f. Estado de espírito; maneira de pensar: a mentalidade do meio, de uma época.
    Está representada em nossa logo pela união entre a parte superior do Elmo com as engrenagens! 

Este é o início da "versão 2.0" do TACTICAL ROOM, algumas mudanças ainda estão por vir. 

E, como sempre, contamos com vocês!

Força & Honra!

Aranha

segunda-feira, 30 de março de 2015

[TACROOM] COMUNIQUE-SE!



Hop!

Moçada, o tema que traremos hoje refere-se à importância da comunicação entre os jogadores durante as partidas. Ela é considerada tão importante, que compõem a tríade de combate elencada pelos norte americanos, que é: ATIRE / MOVA-SE / COMUNIQUE-SE.



Dentre o universo referente à comunicação, existem ainda sub-divisões que podemos por em destaque, que são:
  • Comunicações Visuais: Para que o jogador identifique este tipo, basta que ele verifique visualmente, por exemplo, os sinais de mão passados pelos demais jogadores, ou  -ainda- observe
    na trilha que estiver passando, algum tipo de dispositivo deixado por outro esquadrão aliado (uma seta feita de galhos e folhas, por exemplo). Tal comunicação utiliza-se de sinais, cores ou formas para a transmissão da mensagem.

    Sua vantagem é justamente a discrição (zero ruído), tendo como desvantagem a dificuldade da percepção, caso o emissor esteja longe ou se o receptor desconheça o sinal relacionado.

                           
Operador utiliza do sinal de mão para passar a mensagem.


                                             
Vídeo do Utsch (Galos de Briga) sobre sinais de mão.


Obs.: Percebam que apesar de existirem padrões consagrados, não existe a obrigação de você ou sua equipe utilizarem exatamente os já existentes, ficando ao critério do grupo quais utilizar. O ideal é que utilizem os conhecidos, desta forma vocês conseguirão comunicar-se a contento com as demais equipes, mas - novamente - não existe uma obrigatoriedade. 

  • Comunicações Auditivas: Para que o jogador identifique este tipo, basta que ele ouça, por exemplo, uma ordem de comando vinda do líder do esquadrão, ou ainda, algum sinal sonoro que identifique algo previamente combinado (a explosão de um rojão, que irá caracterizar-se pela destituição de um helicóptero abatido, no contexto da partida).

    Sua vantagem é a possibilidade de dosar a intensidade com que é utilizado, podendo ser alto ou baixo, a depender do que se deseja; um grito, um sussurro ou até mesmo uma explosão. Padece de problema semelhante à comunicação visual; a dificuldade da percepção caso o emissor esteja longe.
O rádio é uma ferramenta fundamental para a boa comunicação entre os jogadores durante os jogos.

  • Comunicações Sinestésicas: Para que o jogador identifique este tipo, basta que ele sinta o contato físico (ôpa! rs)  do companheiro consigo. Um toque, um tapa, uma pressão no obro pode ser o sinal verde para o "ponta 1" adentrar em um ambiente confinado, puxando a coluna tática à reboque.

    Sua vantagem é uma percepção facilitada devido ao toque, a capacidade de dosar (tapa, toque, pressão) e a ausência de ruído. Tem como desvantagem a obrigatoriedade da proximidade do companheiro para que o mesmo desfira o "golpe".

Cena do filme "Lágrimas do Sol", onde durante uma manobra (Center Peel), o primeiro homem dá um "tapa" no ombro do segundo, informando o deslocamento.


Como podem perceber, existe um "mundo" a ser explorado quando tratamos de comunicação direcionada aos jogos, além do que, nosso objetivo não é esgotar o tema em um único post, entretanto, existe uma comunicação a qual considero de fundamental importância, que é a COMUNICAÇÃO DE EMERGÊNCIA. 


COMUNICAÇÃO DE EMERGÊNCIA

A comunicação de emergência é uma ótima ferramenta a ser utilizada em momentos distintos, em que existe uma necessidade momentânea do jogador ter, para si, a atenção de um (ou mais) companheiros do grupo. É uma necessidade tamanha, que os demais focarão "nele" (interrompendo o que estão fazendo) para que possam auxiliá-lo.

Obviamente não dá para parar um esquadrão inteiro, mas sim os mais próximos ao jogador que "chama" para si a atenção.

Tal necessidade se dá em, basicamente, em três ocasiões:

- RECARGA: Jogador - em meio ao combate - necessita realizar uma recarga (seja esta tática ou emergencial) e solicita ao companheiro mais próximo (ou mais disponível) cobertura para a realização da manobra.

- PANE NO EQUIPAMENTO: Jogador - em meio ao combate - necessita sanar pane no equipamento e solicita ao companheiro mais próximo (ou mais disponível) cobertura para a realização da manobra.

- DIVERSOS: Jogador - em meio ao combate - necessita realizar algum tipo de ação que demanda necessidade de cobertura.

Percebam que a CE não deve ser utilizada sem sua REAL necessidade, pois ao ser evocada, demanda - quase que obrigatoriamente - o apoio de um (ou mais) jogadores do esquadrão, que poderiam estar realizando outra ação frente ao contexto da partida.

Basicamente, as palavras que se utiliza são:

ALFA / BRAVO / PRONTO / OK

  • Jogador 1 grita: "ALFA!", que quer dizer: "Atenção, preciso de ajuda/ cobertura!" 

  • Jogador 2 grita: "BRAVO!", que quer dizer: "Ok! Dando cobertura!"

  • Jogador 1 grita: "PRONTO!", que quer dizer: "Recarga Efetuada / Pane Sanada!"

  • Jogador 2 grita: "OK!", que quer dizer: "Compreendido, voltarei minha atenção para o que estava fazendo anteriormente.


ALGUMAS CONSIDERAÇÕES:

Notem que é muito mais rápido utilizar esta comunicação do que emitir frases maiores "explicando" a ação desejada ou realizada. Além disso, não se expõe para o inimigo o que está sendo feito.

Outro fator a ser considerado, é que esta comunicação não necessariamente deve ser feita apenas quando um outro jogador esteja por perto. Ao sinal de "ALFA", o jogador mais próximo pode não conseguir realizar a cobertura (o "BRAVO"!), mas sim outro que estiver em uma posição mais distante, contudo, com capacidade momentânea e situacional em dar o "BRAVO" e executar a cobertura necessária.

Em ambientes confinados, onde não se quebrou ainda a disciplina do silêncio (ou disciplina de ruído), o jogador que precisar realizar algum tipo de procedimento emergencial, em vez de gritar "ALFA", deverá ajoelhar (com apenas um dos joelhos) para sinalizar (visualmente) à outro jogador que precisa de cobertura. A famosa "torre", mas sem engajamento, pois ele estará sanando a pane / ocorrência.

Sempre quem "pede" o "ALFA!", deverá pedir e tentar se abrigar da melhor maneira possível, pois estará - momentaneamente - fora de combate.

O jogador que está com pane e ou necessita realizar recarga ou algum procedimento emergencial, precisa VERIFICAR sua REAL NECESSIDADE em realizar o "call" (chamado), pois por vezes será mais fácil sanar o problema do que demandar todo o ciclo de "ALFA - BRAVO - PRONTO - OK".

As palavras deverão ser ditas o mais alto e claro possível! Como, via de regra, são proferidas em situações de combate, precisam ser emitidas com CLAREZA para que os demais possam ajudar.


Na imagem abaixo, apesar de não termos os "frames" da ação, creio que seja possível a visualização, senão vejamos:

a) Ao perceber a pane, o "jogador 1" agacha e grita "ALFA".

b) Prontamente, o "jogador 2" percebe o que está ocorrendo e grita "BRAVO"

c) "Jogador 1" sana a pena, e grita "PRONTO!"

d) "Jogador 2" grita "OK" para confirmar o entendimento e ambos voltam ao combate.



Em alguns vídeos de forças militares norte americanas que pude ver, eles utilizam os "nomes corretos" (vamos assim dizer) para as ações, por exemplo:

Drill de disparos à frente com recarga tática:

- Operador 1 - "Reloading" (ainda de pé, mas aguardando o "ok" para ajoelhar-se e iniciar a recarga)
- Operador 2 - "Reload!" 
-Operador 1 "Standing" (olhando para trás, para fazer dupla verificação, neste caso, visual e auditiva)
-Operador 2" Stand!"

Ou seja, o operador 1 precisou recarregar e gritou: "Recarregando!". Prontamente, o operador 2 respondeu com "Recarregue!". Após a recarga, o operador 1 precisou sinalizar que estava levantando-se (inclusive, para evitar o recebimento do disparo acidental por parte do operador 2) e este, por sua vez, confirmou: "Levante-se!"

É importante mostrarmos que não há uma necessidade de engessar o uso das palavras. Você poderá combinar com sua equipe quais palavras vocês utilizarão, e que condições elas devem ser ditas!

O treinamento deste procedimento é muito bacana e extremamente funcional, pois percebe-se, com o tempo, que sempre haverá alguém na equipe para dar o "BRAVO" e complementar o "ciclo".

TACTICAL TIP:

A dica do mês de Março / Abril, é o livro: GUERRAS SUJAS, do mesmo autor do BLACKWATER.

Sinopse:

"Nesta história pouco convencional da Guerra ao Terror, o jornalista Jeremy Scahill busca o novo paradigma da política externa norte-americana: a luta longe dos campos de batalha declarados, por unidades que oficialmente não existem, em milhares de operações para as quais não há dados oficiais. 

Conduzindo o leitor por uma viagem vertiginosa do Afeganistão ao Paquistão, de Washington ao Iêmen e à Somália, do Reino Unido ao Iraque, na tentativa de entrevistar agentes secretos, mercenários, líderes de organizações terroristas e parentes de vítimas, Scahill revela vidas por trás das sombras e uma nova visão da guerra contemporânea a partir de histórias que um olhar desatento julgaria desconexas. 
Entrelaçando relatos que abrangem desde os primeiros dias do governo Bush até o segundo mandato de Obama, o autor nos apresenta os homens que comandam as operações mais secretas das forças armadas americanas e da CIA, histórias de participantes que passaram a vida incógnitos, alguns dos quais contribuíram com o livro sob a condição de não ter sua identidade revelada.

O mundo sabe que a Equipe 6 dos Sea, Air, Land Teams (SEALS) e o Comando Conjunto de Operações Especiais (Joint Special Operations Command, JSOC) foram as unidades que mataram Osama Bin Laden. Este livro revelará missões até agora desconhecidas dessas mesmas forças, que nunca serão discutidas por políticos norte-americanos nem imortalizadas em filmes de Hollywood."


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Força & Honra!

Aranha